>> Para António Dias Nunes

(Por Plínio Fasolo)

 

 

 

 

                         Como falou o prof. Elói na circular do CPFFF quando divulgou esta confraternização, há uma razão especial para estarmos reunidos hoje, além da saudável tradição de se realizar esses encontros gastronômicos semestrais : homenagear ao Professor António Nunes que está deixando a direção da nossa Faculdade e à profa. Maria Emília Baltar Bernasiuk  que está assumindo essa função a partir de agora.

             Embora tendo eu sido vice-diretor do Instituto de Física durante os primeiros nove anos da gestão do Prof. Nunes, foi como seu colega e "dirigido" que pude conhecer  mais a sua maravilhosa liderança e competência em comandar pessoas. Inteligência, tranqüilidade, equilíbrio e imparcialidade são virtudes que dificilmente se juntam numa mesma pessoa. Fomos então agraciados pela benção de, nos últimos 21 anos, sermos dirigidos por alguém que possui todas essas qualidades reunidas.

             Eu poderia enumerar suas outras muitas qualidades de professor, colega e homem de bem. Apenas penso que se assim o fizesse, receberia a aprovação e concordância  silenciosa do balançar de cabeças de todos vocês. No entanto quero referir-me a  indicadores bem mais convincentes e que transformam qualquer boa opinião em unânime certeza.

             - A sua permanência na função foi longa e, no entanto só se percebe isso quando se calcula o período e se verifica que foram 21 anos como diretor após 4 anos como vice diretor.

             - Durante todo esse tempo, jamais foi ouvida qualquer menção ou queixa a seu respeito ou houve alguma sugestão por parte de seus comandados para que se buscasse um outro nome que viesse a  substituí-lo.

             - Chegar a sua presença sempre foi não somente fácil, mas agradável. A sua receptividade aos que lhe procuraram foi sempre a mesma, estando ele em qualquer lugar. Do corredor ao seu gabinete, passando até mesmo pela sala de aula.

             - Eu recebi, e tenho certeza que os colegas da Física também receberam, inúmeras manifestações de colegas de outras unidades, talvez de todas as outras, ressaltando o clima de liberdade e fraternidade que sempre imperou na Física. E em todas elas não puderam esconder uma ponta de inveja pelo diretor que possuíamos.

             - Já experimentei ser professor de muitas outras unidades desta Universidade, se não, vejamos: Museu de Ciências, Faculdade de Educação, Ciências Aeronáuticas, Faculdade de Ciências e até mesmo no curso de Geografia. Participei de inúmeras comissões mistas que me permitiram muitas oportunidades de conviver e dialogar com colegas de outras unidades. Confesso que sempre, em todas as ocasiões, eu não pude esconder o orgulho que sentia e que sinto em ser professor da Física. Olhem bem: da Física eu disse, e não de Física. Tenho certeza que esse orgulho provém muito menos por ter seguido os passos de pessoas a quem admiro pela escolha da profissão de professor de Física, mas, muito mais por ser um dos professores da Faculdade de Física da PUC, onde esse clima fraterno, maravilhoso e produtivo sempre foi garantido pela direção do professor Nunes.

             Sinto-me um pouco confuso neste momento. Carrego um misto de tristeza e alegria. Tristeza por não tê-lo mais como meu diretor. Ao mesmo tempo fico contente por saber que meu velho amigo está se livrando de uma vida cheia de problemas (muitos deles criados por mim) característicos do cotidiano de qualquer administração.

Nunes! Aproveita esta nova etapa da tua vida de professor. Olha teus colegas da mesma forma como sempre olhastes e sorri confiante, porque, com certeza, deles serão olhares de imensa admiração.

             Maria Emília. Sabemos o quanto será difícil substituir o Prof. Nunes. No entanto saibas que desde que se ficou sabendo que tu tinhas sido a escolhida para substituí-lo ouve-se uma opinião unânime: “puxa! Continuamos com sorte. Que sejas muito feliz”.

 

 

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