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A NAU

      Atendendo a muitos pedidos, principalmente de baianos, retirei desta sessão  o texto intitulado "A Nau" , de autoria do jornalista Sérgio Jockymann  e publicado no jornal Diário de Canoas  em  27/04/2000.
     Peço desculpas pelos constrangimentos que tal reprodução possa ter provocado mas, mesmo sem ser verdadeiro, devo confessar ter sido um dos textos mais hilariantes que já encontrei tratando de tema tão insólito.
     Piadas não têm compromissos com  verdades. Se assim não fosse, nossos irmãos portugueses não permitiriam que os considerássemos irmãos. As blagues regionais são comuns. 
     O Brasil assiste semanalmente a turma do " Casseta e Planeta"  pintando os gaúchos como homossexuais e não temos notícias de que haja uma pesquisa indicando que, por aqui, a homossexualidade tenha índices maiores do que em qualquer outra região do pais. 

     A foto acima foi obtida quando estive navegando pela baia de Guanabara, por ocasião  do último salão náutico ocorrido na Marina da Glória.
     A propósito, ... de quem terá sido a infeliz idéia de expor tal monumento fundeado diante do Clube da  Escola Naval? 
     É simplesmente patético observar aquele trambolho, pintado de um lado só, cadeiras plásticas espalhadas pelo convés, uma antena de radar presa a uma mini torre, tubulações (do sistema hidráulico controlador do leme) aparentes sobre o espelho de popa e bombas elétricas funcionando continuamente para impedir que naufrague.
 Alguém poderia cometer um ato patriótico ... e desligar as bombas?.

No lugar da crônica  coloco alguns dos e-mails recebidos nesses dois últimos dias. 

Mensagem : Senhor a estoria denominada A NAU de SÉRGIO JOCKYMANN merece repúdio, não só pelo povo baiano, mas como por qualquer um que tenha pelo menos simpatia por este povo. Attenciosamente, Carlete Marques carlete_m@yahoo.com.br 

Mensagem: É lamentável ver que há pessoas com tantos recalques e que colocam seus preconceitos tão aparentes nas suas palavras. Além do mais mostra que há uma certa inveja pois como ele mesmo disse os baianos são mestres em espetáculos e festas deste modo comprova que ele admira isto mas não deve saber fazer . Por outro lado ao invés de tecer tais críticas tão contundentes deveria conhecer melhor do que está falando. Veja que para se fazer um grande espetáculo precisa trabalhar muito. Os estereótipos que foram utilizados demonstram a baixeza e falta de inteligência de quem escreveu tal artigo. Um baiano irritado Elival Santos 

Mensagem : Após ler o texto "Nau", situado no link de Humor, venho aqui deixar o meu repúdio ao mesmo ! Fiquei impressionado com a falta de informação deste senhor que escreveu o dito artigo. A Bahia foi apenas a sede para a construção da dita Nau, visto que a mesma sairia daqui para Porto Seguro. A idealização do projeto, planejamento e outros mais não foram feitos por nós ! Vê-se claramente uma dor de cotovelo ! Se vocês não tiveram condições para manter a Ford no RS, é um problema de vocês ! Se foi por falta de competência política ou administrativa ou técnica não é um problema nosso. Nesse caso, ganha o melhor ! Infelizmente, saber perder é uma dádiva, que vemos que este senhor e os que concordam com ele não tem. Para justificar então a perda, ataca-se outros flancos de uma forma ridícula, preconceituosa e mentirosa. Viva a Bahia e aos baianos, que mesmo com este preconceito ridículo e idiota, continua fazendo sucesso no Brasil e no mundo com nossa música, nossa alegria, simpatia, competência e trabalho ! André Hagge Barreto Salvador-BA 

Mensagem : De: Arnaldo Andrade <adrianno@openlink.com.br> Cognac Velas Ltda (Elvström Sails Brasil) Para: Plinio Fasolo Data: 22 de maio de 2002 Assunto: Nau Caro Plínio, A essa altura você deve estar sendo bombardeado com mails contra o texto sobre a nau, que é realmente infeliz. Engrosso o coro dos que gostariam que você o suprimisse de sua excelente página. A Nau é um lamentável projeto urdido no Rio de Janeiro pela Fundação Memorabília e encampado pelo Clube Naval. Nasceu sério e foi desvirtuado por elementos no Clube Naval. Desde o projeto (surrupiado do Alte Oliveira, da marinha portuguesa) até o responsável técnico (um pilantra frances já responsável por uma série de safardanagens em São Luís, TUDO ali foi feito errado). Não fosse a pressão da sociedade e de elementos sérios ainda ligados ao projeto a Nau nunca teria ido para a água. Acho, ali ás, que era o que se desejava - uma espécie de prédio do TRT-SP, sempre a consumir dinheiro. Sou carioca e não tenho parentes na Bahia. Mas tenho bons clientes lá, como no Rio Grande do Sul, e não acho justo que um texto tão lamentável seja divulgado numa página de vela séria, como a sua. Não é um texto de humor. é apenas um texto infeliz. SDS Arnaldo Cognac Velas Ltda (21) 2635-9313 
 

Mensagem : Prezado Sr. Plinio Fasolo, Sua página sobre o veleiro Bumerang é das mais bem constrídas que conheço na internet. Meus parabéns pelo design. Por outro lado, li seu infeliz artigo sobre a "Nau" construída pelo ex-ministro Rafael Graca, a qual todos sabemos que foi uma grande fiasco superfaturado. Certamente isto deve ser motivo de protestos por parte de toda a comunidade brasileira. Porém, o seu texto refere-se de forma grotesca e racista a todos os brasileiros nascidos no estado da Bahia, e isto vindo de um velejador é absolutamente imperdoável ! Lamento profundamente que o sr. trate com tanta falta de respeito a comunidade baiana e principalmente esqueça-se ( ou talvez nem saiba e provavelmente nem queria saber ) que existem grandes armadores naquele estado, cuja competência é reconhecida e admirada pela comunidade náutica. Sinceramente, espero que o sr. reconsidere sua posição, que em pleno sec. XXI o transforma em motivo de vergonha em todo o Brasil. Saiba que sua fama já corre o país entre a comunidade de velejadores... Reflita melhor e retire do ar este infeliz texto preconceituoso. Dedique-se a fazer um site útil a quem o acessa, pois certamente este deve ter sido seu intuito inicial. Atenciosamente, Denilson P. Fuchs Velejador paranaense e brasileiro