Eclipses

Eclipses.

Plínio Fasolo

O principal elemento de um eclipse é a sombra. A luz proveniente de uma fonte luminosa ao ser interrompida por um objeto, projeta no espaço oposto à fonte uma zona  escura denominada sombra. A sombra de qualquer objeto é constituída por duas partes: a “umbra”, que é a parcela da sombra que não recebe luz alguma proveniente da fonte luminosa, e a “penumbra”, a parte da sombra que recebe a luz de partes da fonte luminosa, mas não de toda. Quanto menor for a dimensão da fonte luminosa, tanto menor será a penumbra, se comparada à umbra. Ou seja, as fontes de luz pequenas projetam sombras mais definidas e nítidas dos objetos.

A figura abaixo mostra a disposição do Sol em relação à Terra, em azul, e a Lua sendo eclipsada ou oculta pela umbra da Terra. Nessa situação a Lua esta experimentando a fase total do eclipse. Enquanto ela transitava pela parte cinza, a penumbra da sombra da Terra, nas laterais da umbra, o eclipse da Lua era parcial.

 

 

O Sol é uma fonte de luz de dimensão imensa se comparada ao tamanho da Terra e da Lua. Por isso as sombras da Terra e da Lua, além de possuírem muita penumbra, possuem umbras em forma de cone.

As sombras tanto da Lua como a da Terra se formam sempre do lado oposto ao do Sol, que é a fonte de luz. O cone de umbra da Terra é muito maior do que a distância da Terra à Lua, mas o cone de umbra da Lua tem uma dimensão por vezes um pouco maior e por vezes um pouco menor, mas na média praticamente igual à distância da Terra à Lua. Essa coincidência passa a ser responsável pela existência de dois tipos de eclipses do Sol produzidos pelo cone de umbra da Lua: o eclipse total do Sol e o eclipse anular. Ocorrerá um eclipse total do Sol na região da superfície da Terra “tocada” pela ponta do cone de umbra, quando este possuir dimensão maior do que a distância da Terra à Lua. O eclipse será anular quando a dimensão do cone for um pouco menor do que essa distância, deixando por isso de tocar a superfície da Terra. Nesse caso a Lua tapará a região central do disco solar deixando em torno um anel de luz.

Os “sites” http://astro.if.ufrgs.br/eclipses/eclipse.htm   e   http://astro.if.ufrgs.br/fase/eclipses.html ,

de onde foram copiados os desenhos acima, poderão fornecer mais informações sobre o mecanismo gerador de eclipses.

 


 
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